Esta parte tem como objetivo apresentar os fundamentos de Experiência do Usuário (UX) aplicados ao contexto do Open Finance Brasil, estabelecendo conceitos, princípios e diretrizes essenciais para orientar a concepção de jornadas, interfaces e interações. O conteúdo desta página e da página Princípios de Experiência no Open Finance Brasil fornecem a base teórica necessária para apoiar decisões de design alinhadas às necessidades dos usuários e aos objetivos regulatórios do ecossistema.
A importância das heurísticas
Em 1990, Jakob Nielsen e Rolf Molich definiram 10 princípios do design de interação, conhecidos como heurísticas. Esses princípios consistem em regras gerais e práticas que orientam a construção de interfaces, permitindo que os usuários executem tarefas e ações com facilidade e tenham uma boa experiência de uso.
Heurísticas: processos empregados em decisões do dia a dia com o objetivo de tornar a escolha mais fácil, rápida e intuitiva.
Na próxima seção, são apresentadas diretrizes de usabilidade, baseadas nas Heurísticas de Jakob Nielsen, que tornam a experiência mais intuitiva e contribuem para o alcance dos objetivos da regulação.
As 10 Diretrizes de Usabilidade
1. Visibilidade do Passo a Passo
O sistema deve sempre manter os usuários informados, de maneira clara, sobre o que está acontecendo e quais são os próximos passos.
2. Linguagem Acessível
O sistema deve utilizar a linguagem do usuário, com palavras, frases, símbolos e conceitos familiares à sua realidade.
3. Liberdade e Autonomia
Possibilitar que os usuários consigam navegar, sair e voltar sem que tenham de cumprir muitos passos. Mostrar que sempre existe uma saída caso ele execute alguma ação por engano.
4. Consistência e Padrões
A experiência deve ser clara e fácil para o usuário. Usar nomenclaturas, símbolos e fluxos de navegação de maneira consistente ajuda no entendimento e na execução de objetivos
5. Prevenção de Erros
Interfaces com instruções claras, seja por meio de frases, símbolos ou layout, possibilitam ao usuário entender o que pode acontecer caso ele tome alguma ação erroneamente. Além disso, é essencial eliminar situações que podem levar ao erro.
6. Clareza da Informação
O usuário não deve ter de lembrar informações de uma página para outra. As instruções devem estar claras, assim como a opção de voltar à página anterior.
7. Abrangência e Inclusão
O sistema deve atender às necessidades de usuários iniciantes e avançados, permitindo que os mais experientes possam acelerar o processo se desejarem.
8. Priorização do Necessário
Cada informação extra na tela compete com outros elementos relevantes, diminuindo sua visibilidade. Portanto, indica-se não apresentar informações irrelevantes ou desnecessárias.
9. Visibilidade sobre Erros
Os usuários devem ser capazes de reconhecer e solucionar problemas. Mensagens de erro devem ser claras, indicando o problema e sugerindo uma solução.
10. Ajuda e Orientação
Mesmo que o ideal seja o sistema ser usado sem necessidade de documentação, o usuário pode precisar dessas informações. A busca por elas deve ser uma tarefa simples, de etapas reduzidas e claras.